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Conversas Leoninas

Artigos de opinião sobre o Sporting CP e outros destaques, por Rui Pedro Barreiro.

Artigos de opinião sobre o Sporting CP e outros destaques, por Rui Pedro Barreiro.

As minhas 5 escolhas do Casa da Pia 1 / Sporting 3

Avatar do autor Rui Pedro Barreiro, 10.03.25

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Uma festa Sportinguista em Rio Maior. Os adeptos do Sporting são o seu maior capital e esgotaram a lotação do estádio municipal, trazendo o colorido naquela noite fria. A entrada não foi rápida e o jogo começou ainda com alguns espectadores a entrarem, mas nada de anormal. Muito se fala de melhorar o nosso campeonato, mas o conforto e o acesso aos estádios têm de ser revisto para que as famílias voltem cada vez mais aos nossos recintos desportivos. Voltando ao jogo, vimos um Sporting dominador, mas algo contido no jogo e muito dependente de Gyökeres, que mostrou, uma vez mais ser o nosso abono de família. Uma arbitragem que mostra amarelo a Gonçalo Inácio aos 6 minutos, mas não mantém o critério disciplinar rigoroso que utilizou para nós. Marcou uma grande penalidade por causa do VAR e deixou passar (o árbitro e o VAR) um empurrão claro de Fonte sobre Gyökeres que quase toda a gente viu e que só poderia ser grande penalidade aos 30 minutos de jogo. Confesso que não percebi a permanência durante tanto tempo em campo de Esgaio (só saiu aos 88 minutos) e a demora em fazer substituições que já se vislumbravam necessárias ao intervalo. Saíram aos 64 minutos Quenda e Hjulmand e entraram Catamo e Morita, aos 79 minutos saiu Matheus e entrou Maxi, aos 88 minutos sai Esgaio e Trincão e entram Felicíssimo e Harder. Colocar jogadores em campo aos 88 minutos só se pode entender como queimar tempo de jogo, isso não motiva quem entra nem protege quem está cansado. Confesso que gosto da postura positiva de Rui Borges e da forma como aborda as imensas dificuldades com que se depara, das lesões a uma fraca prestação no mercado de inverno (os laterais Lelo e Larrázabal do Casa Pia poderiam jogar no Sporting), mas a sua gestão do jogo começa a irritar-me. Não acompanho os treinos e não posso pôr em causa os onze escolhidos, mas as decisões, ou a ausência delas, durante os 90 minutos são também muito importantes para o resultado final e já tivemos vários amargos de boca que nos custaram pontos. Oxalá, tudo isso também melhore e o nosso caminho para o bicampeonato se consolide com boas decisões da equipa técnica e dos nossos melhores jogadores. 

Vamos às minhas 5 escolhas, muito influenciadas pelo jogo visto ao vivo no municipal de Rio Maior:

Viktor Gyökeres, o nosso goleador é fundamental para fazer feliz qualquer treinador e adepto, a potência, a velocidade, a força com que aborda os lances garante quase sempre o golo ou muito pânico nos adversários. Marcou mais dois e podia ter feito mais. Dá gosto ver este jogador com as nossas cores. Quando o vi pela primeira vez no Algarve percebi eu, e quase todos os que assistiram à sua estreia, que estava explicada a teimosia do nosso ex-treinador. Percebe-se a angústia dos nossos adversários. Continua assim Viktor, até a dar opinião quando no fim do jogo refere que "podíamos ter controlado melhor o jogo".

Gonçalo Inácio, foi fundamental na nossa vitória apesar de ter sido "amarelado" muito cedo. Não se deixou intimidar e marcou o primeiro golo num belo golpe de cabeça, na sequência de um bom cruzamento de Quenda. Esteve forte nos desarmes, não tão bem como nos habituou a construir com passes longos, mas cumpriu muito bem a sua missão, tal como já tinha feito com o Estoril.

Rui Silva, a nossa boa contratação no mercado de inverno. Sofreu um autogolo de Esgaio, mas evitou o empate numa extraordinária defesa. Faz o que se pede a um guarda-redes de equipa grande, seguro sempre que é necessário evitar o golo. Muito bem, tranquilo e com boa ligação com os colegas do setor.

Ivan Fresneda, já fez melhores jogos, até porque no capítulo do passe e mesmo nas oportunidades de remate não foi tão feliz como noutras ocasiões, mas mostrou boa condição física para fazer o corredor direito e ajudar Esgaio na sua missão defensiva. Muito bem aproveitado por Rui Borges, demonstra uma excelente frescura física, já o critiquei noutras ocasiões e hoje merece o destaque.

Zeno Debast, um lutador no meio-campo, não brilhou tanto no capítulo do passe, teve como companheiros no miolo Hjulmand e depois Morita, mas foi um dos responsáveis pelo menor rendimento da linha média adversária. Acabou como central para onde devia ter ido mais cedo face ao desenrolar do jogo. Um polivalente muito útil e bem desencantado pela equipa técnica do Sporting no momento das inúmeras lesões.

Agora temos um jogo em casa com o Famalicão, com mais um dia de descanso do que o nosso adversário. Mais um jogo que se antevê difícil, mas para ganhar rumo ao bicampeonato. Força Sporting

 

As minhas 5 escolhas do Sporting 3/Estoril 1

Avatar do autor Rui Pedro Barreiro, 04.03.25

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Uma segunda feira, véspera de Carnaval, com mais de 36 mil apoiantes em Alvalade, o Sporting procurava voltar às vitórias, mais uma vez com uma jovem equipa e um meio campo improvisado com Zeno Debast (21 anos) e Eduardo Felicíssimo (18 anos). Felizmente, apesar de uma arbitragem adversa, quer do ponto de vista disciplinar ( o pisão sofrido pelo nosso Eduardo Felicíssimo que deveria ter dado intervenção do VAR com consequente expulsão do jogador do Estoril é o expoente máximo, mas se fosse ao contrário não tenho dúvidas do que aconteceria ) quer do ponto de vista técnico, a primeira parte foi totalmente dominadora e chegámos ao intervalo a ganhar por 2 golos a zero (Gonçalo Inácio e Gyökeres), mas com pelo menos 3 golos falhados de forma incrível, ou seja, poderíamos ter saído para o descanso, totalmente "descansados". A segunda parte manteve a mesma toada dominadora, mas pouco produtiva, sendo que quase a chegar ao fim permitimos a chegada ao golo do Estoril marcado por um jogador formado no Sporting. Após intervenção do VAR lá foi marcada a grande penalidade que fixou o marcador e permitiu a Gyökeres bisar contra a equipa pela qual ainda nunca tinha marcado. Durante o jogo viu-se um Diomande (21 anos) preocupado em não fazer faltas para não ter qualquer sanção disciplinar e um Fresneda (20 anos) a mostrar que jogar dá mais confiança. Quenda (17anos) abaixo do que é costume e a mostrar que precisa de descansar. Mais uma estreia na equipa principal, desta vez José Silva (19 anos), eu que esperava a estreia de Manuel Mendonça, um médio de grande qualidade e que costuma ser o capitão da equipa B, mas ainda não foi desta. Henrique Arreiol (19 anos) também entrou bem no jogo. Confesso a minha apreensão pela demora de alguns jogadores na sua recuperação numa época em que o bicampeonato é um objectivo, especialmente Pedro Gonçalves, que saiu no início de novembro e em março ainda não voltou aos treinos.

Na minha modesta opinião Rui Borges armou bem a equipa e está a conseguir criar um bom espírito de grupo, mas demorou demasiado tempo a mexer na equipa, face ao desgaste de Trincão e Quenda, por exemplo. Não se entende a ausência do único reforço de Inverno para o ataque. Um reforço tem de ser um jogador que vem para ser títular, mas não parece ser o caso. Oxalá eu esteja enganado.

Alguém falou em vitamina G, de Gonçalo e Gyökeres, mas poderia ser vitamina D de Diomande e Debast (que grande jogo) ou E de Esgaio (um dos melhores jogos que lhe vi) e de Eduardo Felicíssimo. Um verdadeiro complexo vitamínico que deu uma vitória totalmente merecida e que só pecou por escassa. Vamos às minhas 5 escolhas:

Zeno Debast, um grande jogo deste central adaptado a médio, duas assistências para golo e a demonstração que a sua compra foi acertada. Muito acerto nos duelos defensivos e a dizer que a equipa pode continuar a contar com ele a jogar como médio defensivo pois a sua qualidade demonstrada em campo justifica esta opção que começou por ser um recurso.

Gonçalo Inácio, mais um golo que abriu o marcador em Alvalade, mais uma bela exibição a defender e a sair a jogar com muita qualidade, sendo muito importante na boa construção de jogo do Sporting. Percebe-se bem a razão da sua "cobiça" por alguns clubes de topo da Europa.

Ricardo Esgaio, confesso que não esperava este jogo e quando vi a constituição da equipa usei alguns adjetivos menos agradáveis pela escolha de Rui Borges. Felizmente, o Ricardo mostrou muita entrega ao jogo, mesmo que não seja brilhante e nem sempre decidir bem, esteve acima da média e merece constar nestas minhas 5 escolhas, mesmo sabendo que pode ser uma escolha polémica.

Eduardo Felicíssimo, fez a sua estreia a titular e fica aqui a minha homenagem aos jovens que pelas vicissitudes dos principais jogadores são chamados a dar o seu contributo e fazem-no com muita entrega e qualidade. Viu um cartão amarelo aos 33 minutos em mais uma decisão "rigorosa" que o árbitro só aplicou ao Sporting, mas não se deixou condicionar e foi melhorando com o tempo.

Viktor Gyökeres, mais dois golos (e podia ter marcado mais) no seu pecúlio e mais uma boa exibição, mostrando a razão da sua importância nesta equipa do Sporting. 25 golos nesta Liga e 37 nesta época. Ajuda muito ter um jogador destes e percebo bem o que os adversários dizem deste grande jogador e a "inveja" sentida.

O próximo jogo será em Rio Maior, com o Casa Pia. Sportinguistas não faltarão no apoio à equipa. Força Sporting.

 

As minhas 5 escolhas do Gil Vicente 0 / Sporting 1

Avatar do autor Rui Pedro Barreiro, 28.02.25

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Quartos de final da Taça de Portugal, numa noite com quase uma equipa completa de fora (e um mercado de janeiro pouco ambicioso), o Sporting apresentou-se em Barcelos para ganhar, mas sabendo que não seriam favas contadas e antevendo uma arbitragem difícil, considerando o que se passara em Alvalade com o Santa Clara. Mas antes de falar das incidências do jogo em geral e em particular da arbitragem não posso deixar de falar na ausência de Pedro Gonçalves e no silêncio prolongado da"estrutura" do Sporting que obrigaram o jogador a vir a público esclarecer o seu problema físico. A importância deste jogador na equipa, provavelmente o mais influente dos últimos tempos, mesmo tendo Gyökeres, deveria ter obrigado a tratar a sua ausência com a máxima competência, quer do ponto de vista médico, quer do ponto de vista comunicacional. Sobre os cuidados médicos espero que esteja tudo a ser feito como deve ser, mas sobre o ponto de vista comunicacional ficámos claramente aquém do que devíamos, como se viu pelo esclarecimento do nosso jogador. Que regresse depressa e bem que os Sportinguistas agradecem e muito.

 A equipa de arbitragem do jogo começou mal, com erros de pequena monta (cantos e lançamentos de linha lateral), mas sempre com erros contra o Sporting. O amarelo a Harder sem se compreender porquê, logo no início do jogo, e duas grandes penalidades não marcadas, uma por ausência de VAR num corte com a mão, já na fase final do jogo, na sequência de centro de Gyökeres, e outra por interpretação do VAR que fez com o árbitro mudasse (mal) a boa decisão que tinha tomado. Provavelmente, se a jogada prosseguisse Gyökeres poderia teria marcado. Enfim, já chega de erros a prejudicar o mesmo. A boa decisão do VAR por 3 cm não faz esquecer os 2 cm que anularam um golo a Pedro Gonçalves, num passado recente. A juventude em campo e no banco de suplentes mostra bem as dificuldades e alguns milagres que vão sendo feitos pelo nosso treinador.

 Destaco hoje Maxi Araújo, que tem algumas dificuldades a defender, mas parece-me melhor, apesar de neste jogo considerar que podia ter feito mais, até porque parece estar bem fisicamente, como fica de fora dos 5 escolhidos fica esta nota.

Vamos às minhas cinco escolhas:

Rui Silva, foi fundamental para a vitória do Sporting e percebe-se muito bem porque continua a ser o títular com Rui Borges, uma solidez invejável. Fez três defesas que valem golos. Neste caso foi essencial para a nossa passagem às meias finais. Muito bem.

Zeno Debast, marcou um golaço e mostra-se cada vez mais adaptado ao que lhe pede a equipa. Continua a dizer que é central, mas joga cada vez melhor a médio. Bom tecnicamente e cada vez melhor a rematar de fora da área. Que assim continue.

Gonçalo Inácio, não fez o seu melhor jogo mas foi, de longe, o melhor dos 3 centrais que começaram o desafio. Ganhou a maioria dos duelos que teve.Tentou os seus passes longos, mas não foi tão eficaz como costuma ser.

Francisco Trincão, um dos melhores em campo, muita classe, muita inteligência, faz com que quem paga o bilhete continue com vontade de voltar. Teve dois bons remates que quase deram golo e fez um belo centro para Gyökeres que, ao contrário do que é habitual, não concretizou.

Viktor Gyökeres, foi fundamental para a melhoria da prestação global da equipa na segunda parte. Fez a assistência para o golo que marcou o resultado final. A sua capacidade para galgar terreno e romper linhas ajuda muito na boa prestação da equipa. Que continue a melhorar que a equipa agradece.

O próximo desafio é o Estoril, em Alvalade. Vamos apoiar a equipa e acreditar que vamos ganhar a uma equipa bem orientada. Força Sporting.

As minhas 5 escolhas do Sturm Graz 0/ Sporting 2

Avatar do autor Rui Pedro Barreiro, 23.10.24

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Uma noite de futebol da Liga dos Campeões, na Áustria, onde só há pouco o Sporting se habituou a ganhar. E este hábito de ganhar está intimamente ligado ao nosso treinador, Rúben Amorim, que já entrou na nossa história e que, espero, nos continue a dar alegrias.  Nesta terça-feira europeia o Sporting ganhou e nunca deu grandes hipóteses ao adversário, apesar do resultado final ser escasso para as oportunidades criadas e para o domínio exercido. O que nos encheu de orgulho foi a forma autoritária e a superioridade demonstrada naquele jogo. Vou deixar de fora Francisco Trincão, que quase marcava um extraordinário golo e esteve sempre em elevada rotação, também Hjulmand, Bragança e Gonçalo Inácio ficam de fora apesar da sua boa prestação em campo, mas escolher 5 é assim.

Começando na linha defensiva, aqui ficam as 5 escolhas:

Franco Israel mostrou que é titular por boas razões, grandes defesas, garantindo o nulo e contribuindo decisivamente para a nossa vitória. Excelente exibição, a justificar a aposta.

Zeno Debast, conseguiu um recorde na "Champions" acertando 11 passes longos em 14 e justificou a sua aquisição. Em antecipação, no jogo aéreo, nos passes verticais, realizou uma exibição de altíssimo nível. Todavia, deixou a sua marca quando vai ao flanco esquerdo recuperar uma bola, finta vários adversários com o corpo e segue a indicação de Nuno Santos lançando de trivela Gyökeres que faz o segundo golo do Sporting. Uma jogada para o álbum de recordações. Muito bem.

Nuno Santos, o tal que eu considero um indiscutível da nossa equipa. Marcou o primeiro golo, mas foi muito mais do que isso para a equipa. Entendeu-se bem com Maxi Araújo, esteve muito concentrado e enquanto teve disponibilidade física foi um verdadeiro leão em campo, desequilibrando sempre. Um verdadeiro espalha brasas, um jogador único. Excelente.

Geny Catamo, ligado ao primeiro golo contribuiu para que os adversários não se pudessem só preocupar com a nossa asa esquerda. Muita magia nos pés, foi um verdadeiro quebra-cabeças e se não houvesse VAR teria ganho uma grande penalidade, já na segunda parte. Sorte a nossa ter tanta qualidade no plantel e poder beneficiar de "artistas" da bola como este.

Viktor Gyökeres, mais uma grande noite para o nosso goleador. O golo que marcou deixa bem a sua assinatura e torna cada vez mais inevitável a cobiça dos tubarões. Apesar da grande exibição ainda podia ter marcado mais, falhando algumas ocasiões, mas o seu fulgor fez-lhe merecer o título de homem do jogo. Um perigo à solta, a mostrar mais uma vez que a teimosia do nosso treinador fez todo o sentido. Grande jogador.

Missão cumprida, temos agora o Famalicão. Um campo tradicionalmente difícil para nós, vamos em busca de mais 3 pontos para continuar na senda do bicampeonato. Força Sporting. 

 

As minhas 5 escolhas do Sporting 3/ AVS 0

Avatar do autor Rui Pedro Barreiro, 23.09.24

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Mais uma noite fantástica em Alvalade. Uma boa moldura humana e um ambiente de vitória a envolver o nosso estádio, antes do jogo. Tivemos ainda a oportunidade de felicitar ao intervalo os nossos campeões do andebol. Sobre o jogo, um domínio avassalador do Sporting em que brilhou Guilherme Ochoa, um grande guarda-redes, que sem se perceber bem como está na liga portuguesa a representar um clube que luta pela permanência. Fez uma extraordinária exibição e evitou que o resultado se avolumasse para números históricos. Aliás, a exibição do guarda-redes só teve paralelo com a do árbitro que prejudicou o Sporting em várias decisões, designadamente no capítulo disciplinar, poupando amarelos a torto e a direito, evitando expulsões dos jogadores do AVS e conseguindo não marcar uma grande penalidade, aos 32 minutos de jogo, que só em Alvalade não se marca. Foi considerada posição natural, o problema é que só é natural no caso do Sporting, mas alguém me há-de explicar isso. Não devemos falar de arbitragem só quando os resultados não são positivos. Felizmente, mesmo com estes erros, lá vamos com 6 jogos e 6 vitórias e com uma excelente média de golos por jogo. A propósito de golos, temos que afinar a pontaria, não é Trincão?

Mas vamos às escolhas, que nesta altura são sempre difíceis de fazer devido à abundância de talento. Há mesmo muito talento à solta em Alvalade.

Zeno Debast voltou a encantar-me e por isso fica aqui na minha lista de 5. Seguro, sem tremideiras, apesar de não ter muito trabalho a defender mostrou-se muito na acutilância atacante e no entrosamento com a equipa. Que assim continue.

Morten Hjulmand, um dos nossos nórdicos mostrou-se novamente, assistiu para o primeiro golo e foi um "monstro" dentro de campo, está ligado aos bons momentos do nosso jogo.  Quase omnipresente, dá uma consistência ao nosso jogo que ninguém tem. Que boa contratação que fizemos em Itália.

Francisco Trincão, outro grande jogador, só pecou pela finalização, mas acredito que também aí possa melhorar. Para quem gosta dos "virtuosos" do futebol dá gosto ver e o seu "perfume" em campo. Também fez uma assistência para Gyökeres. Parece cada vez mais entrosado com Quenda e se não se lesionar vai dar-nos muitas alegrias esta época. 

Conrad Harder, marcou aos 15 minutos e deu sequência às boas indicações que tinha deixado na estreia. Vai dar muito trabalho aos adversários e aumenta o leque de opções com qualidade que o nosso treinador pode usar. Gostei bastante da sua exibição coroada com um belo golo, ainda por cima com um enorme guarda-redes pela frente. Para além do golo beneficiou do corte de Hjulmand e assistiu Gyökeres para o segundo golo do jogo, a fechar a primeira parte.

Viktor Gyökeres, já parece banal, mas continua a merecer todos os elogios que lhe são dirigidos. mais um jogo em que recebeu o prémio de MVP, mais dois golos para a sua conta pessoal e mais uma exibição que encanta os adeptos. Parece que nunca está cansado e até ao fim do jogo mantém a "fome" de golos. Que craque que passeia nos nossos relvados e é do Sporting. Dá gosto ir ao futebol com jogadores assim.

Sei que há outros opções para as 5 escolhas, mas sou eu que estou a escolher e a minha sensibilidade não é igual a outra. Aqui ficam as minhas 5 escolhas. Aguardo os vossos comentários. Esta semana entramos em ação na sexta-feira, na Amoreira. Espero a vitória, que será a sétima no campeonato. Pode ser que o Maxi Araújo também possa marcar para subir a sua "moral". Força Sporting.

 

As minhas 5 escolhas do Sporting 2/ Lille 0

Avatar do autor Rui Pedro Barreiro, 19.09.24

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Uma noite europeia, com um excelente ambiente em Alvalade. Muito optimismo, as previsões de resultados eram todas de vitória, só os números variavam. Dá gosto entrar em Alvalade com a consciência de que temos uma equipa para nos dar alegrias. A primeira parte não foi brilhante, muitas faltas e um adversário "chato", com a saída precoce de Gonçalo Inácio por lesão. Felizmente, marcamos pelo inevitável Gyökeres, que já antes tinha isolado Pedro Gonçalves, mas o guarda-redes adversário conseguiu evitar o golo. A justa expulsão do jogador do Lille permitiu encarar o resto do desafio com maior à vontade. Ao intervalo discutiam-se as eventuais substituições e qual seria o resultado final. A segunda parte manteve a chama acesa e um golaço de Zeno Debast fechou o marcadar. Ainda tivemos a oportunidade de ver em campo o novo reforço dinamarquês, Conrad Harder, que deu boas indicações e deixou-nos com vontade de o ver mais tempo em campo. É bom ter jogos em que é difícil escolher os cinco.  Este foi mais um, mas aqui ficam as minhas cinco escolhas.

Zeno Debast, não só pelo grande golo que marcou a passe de Daniel Bragança, mas por uma exibição consistente, mostrando que temos central para enfrentar qualquer adversário. Que assim continue, a defender e a atacar, marcando belos golos.

Matheus Reis, entrou a substituir o lesionado Gonçalo Inácio e não só não comprometeu como demonstrou uma entrega total ao jogo. Muito concentrado e muito rápido no campo, mostrou que Rúben Amorim sabe o que faz e a transformação de um jogador  que veio do Rio Ave e se transformou numa peça muito útil no plantel do Sporting. Tive que deixar outros de fora, mas Matheus Reis merece este destaque.

Francisco Trincão, continua a mostrar o seu perfume no jogo, infelizmente não marcou, mas deu trabalho ao Lille, apesar de nem sempre se tirar partido da sua disponibilidade em campo. Foi fundamental para garantir a preocupação do adversário.

Pedro Gonçalves, um jogador fundamental para Rúben Amorim, inteligente a jogar e a fazer jogar, entende-se muito bem com os seu colegas no tridente da frente, só faltou o golo para coroar a sua exibição.

O inevitável Viktor Gyökeres não podia ficar de fora. Marcou o primeiro do jogo, numa demonstração de classe, na sua estreia na Liga dos Campeões, mas destaca-se não apenas pelos golos marcados, mas também pela importância que tem para a equipa e para a sua consistência. Um verdadeiro deleite ver jogos ao vivo com Gyökeres em campo. Que continue por muito tempo a fazer-nos felizes.

Os primeiros 3 pontos estão garantidos, que no próximo aconteça o mesmo. Agora temos mais um jogo em casa com o Aves, que a capacidade dos nossos continue a ser demonstrada em campo. Que no domingo se consolide a nossa liderança. Força Sporting.

As minhas 5 escolhas do Arouca 0/ Sporting 3

Avatar do autor Rui Pedro Barreiro, 14.09.24

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Mais um jogo rumo ao bicampeonato. Muita ambição e confiança dos Sportinguistas, alicerçada na mensagem transmitida pelo nosso treinador, Rúben Amorim. Vamos ao jogo: o onze escolhido apresentou algumas novidades, Israel na baliza, Debast como central à direita, Gonçalo Inácio como central ao meio e Matheus Reis na esquerda, com Nuno Santos a relegar Catamo para o banco dos suplentes. No meio campo Daniel Bragança começou e terminou no onze inicial, mas na frente manteve-se o trio demolidor. Ao intervalo, com um domínio completo, o resultado de um a zero, marcado por Pedro Gonçalves, a passe de Francisco Trincão, era claramente escasso. A arbitragem deixou por marcar uma grande penalidade a favor do Sporting, na sequência de uma falta sobre Francisco Trincão. Na segunda parte Gyökeres marca mais um golo, na sequência  de uma grande penalidade com intervenção do VAR, com bola para um lado, guarda-redes para o outro. O resultado final foi fechado com chave de ouro, com um belo golo de Francisco Trincão. Podíamos ter marcado mais, mas o domínio foi total. Dá gosto ver uma equipa a jogar assim. O Sporting muda algumas "peças" mas continua  a "carburar" muito bem. 

Vamos às 5 escolhas: Daniel Bragança, um senhor jogador, quase marcava, a sua presença em campo é um hino ao bom futebol, fez o jogo completo e mostrou-se ao treinador justificando mais tempo de jogo, apesar da capacidade dos outros médios. Foi um dos melhores em campo.

Pedro Gonçalves,  marcou de cabeça, qual ponta de lança, abriu o marcador e deu corpo à superioridade do Sporting. Deixou a ala para Nuno Santos e tentou acompanhar de perto Gyökeres. Em grande nível, como já nos habituou. Infelizmente, Martinez não tem lugar para ele. Uma profunda injustiça para o jogador, mas um benefício para nós que o temos sempre a jogar em grande nível.

Zeno Debast, a mostrar que Rúben tem toda a razão. Depois de uma estreia menos feliz, apresentou-se muito seguro, quer a defender, quer nos passes para os avançados, especialmente para Gyökeres. Confesso que hesitei entre Debast e Inácio (que faz as 3 posições de central com muita qualidade, o que dá um jeitão ao seu treinador), mas achei que depois de tanta crítica merecia este destaque.

Viktor Gyökeres, dificilmente fica de fora das 5 escolhas, um jogador de grandes recursos que é muito útil a toda a equipa, sempre e não só quando marca. Deu muito trabalho aos dfesas contrários, teve um polícia especial e mostrou todos os seu dotes técnicos, por vezes faltou-lhe campo para concluir com sucesso. Resta dizer que marcou mais um para continuar isolado na lista dos melhores marcadores.

Francisco Trincão, o homem do jogo para toda a gente. Herói do público e com uma exibição a demonstrar toda a sua forma. Inventa espaço, parte os rins aos adversários, marca golos( neste jogo foi mesmo um golão, com um portento de controlo de bola e fintas aos adversários) e assiste, uma exibição de gala, a coroar a sua boa forma desde a época passada, resta saber porque razão nem um minuto teve na dupla jornada da seleção nacional. Provavelmente só Martinez poderá responder, mas certamente sem convencer ninguém. Quem gosta de futebol não entende as razões que afastam jogadores deste calibre da seleção dita nacional. 

Uma caminhada a correr muito bem, oxalá as lesões não nos batam à porta, rumo ao bicampeonato e a uma boa presença na Liga dos Campeões. Na terça feira temos o Lille em nossa casa. Espero que também aqui a vitória nos sorria, pode ser que vejamos em ação o novo reforço dinamarquês. Força Sporting.