As minhas derrotas acerca da derrota em Alvalade contra o FC Porto na 20ª jornada
PortugaLion, 13.02.23

1. Reflexo de uma temporada »» Muitos jogos equilibrados decidem-se em detalhes, foi o caso do jogo de ontem, em que para além do rival, o Sporting lutou contra os seus fantasmas e a sorte. E perdeu novamente.
2. O 3-4-3 de Rúben Amorim »» Surpresas no 11 com a entrada e Fatawu, a manutenção do Chermiti e a descida do Pedro Gonçalves para o meio. O plano passava por deixar a Ugarte quase todo o meio campo, deixando PG sair na pressão na esquerda. Mexida cedo para ganhar reactividade. A equipa entrou desempoeirada.
3. O 4-3-3 de Sérgio Conceição »» FC Porto muito desfalcado, a fazer o que pôde com o que tinha. Responsabilidade e liberdade para o Pepê de procurar bola em todos os espaços. Zaidu mais posicional, procura de profundidade do João Mário e Galeno, e pouco mais.
O pior FC Porto dos tempos recentes.
4. Perder com naturalidade »» A derrota não surpreendeu, nem a forma como ocorreu. Conceição e o FC Porto tiveram vantagem emocional e conseguiram levar o jogo para onde quiseram. Mesmo jogando muito pouco, foram fortes e agressivos nos duelos, cínicos na gestão do jogo, colocando liderança em campo.
5. Saber reagir. »» O peso da derrota e de vários jogos com campo inclinado, tornou a missão especialmente difícil para o Sporting quando em desvantagem. Mas é nessas alturas em que a equipa precisa de quem queira a bola para assumir a responsabilidade. Amorim tem de exigir isso aos seus jogadores.
6. Reflectir sobre o insucesso »» Estou convencido que, quando o Sporting colocar mais jogadores em zona de finalização, marcará mais golos, mas sobretudo criará mais dificuldades aos rivais. O Sporting sofreu novamente um golo de um lançamento do GR. Não é preciso fazer 30 passes para criar desconforto.
7. Saber ser justo »» O Sporting tem perdido vários jogos em que não foi inferior, e até foi superior ao adversário. Isso acontece no futebol porque há muito poucos golos e a ineficácia tão frequentemente dita o resultado. Mas tem sido “apenas” a eficácia a faltar, pouco mais para melhorar.
8. Diz-me como jogas em Chaves e dir-te-ei quem és »» A única resposta que a equipa pode dar agora é cerrar os dentes e dar a vida em campo. Análises, reflexões, o que falta, como melhorar, tudo isso pode ficar para depois porque ser melhor, não tem faltado. Tem de ser pela força do querer.
9. Em suma »» Custa muito perder um jogo contra esta equipa do FC Porto, restos da podridão, epítome da falta de valores. Mas é este o rival que teremos de ultrapassar para sermos mais felizes e o desporto ser mais saudável. E para isso, é preciso trabalhar para o presente e para a o futuro.

