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Este jogo é sempre um jogo de tripla. Nós vamos para o estádio a acreditar que o nosso Sporting vai ganhar. Afinal, somos bicampeões e estamos a jogar em casa. Parece-me que o Porto fez boas compras e que está muito melhor do que se apresentou na época passada. Todavia, lembrar que na última época ganhou a Supertaça, num jogo que fomos superiores e perdemos 4 a 3.
Como vi o jogo de ontem do meu lugar, perto do banco do Sporting: Desde o início que o quarto árbitro avisava o banco do Sporting quando estavam dois levantados, ou quando saíam da área do treinador. Do lado contrário, estavam sempre vários levantados. O treinador do Porto estava sempre fora, encostado à linha lateral, por vezes chegava quase à bandeirola de canto e nada lhe aconteceu. O próprio árbitro do jogo voltava costas para não ter de atuar e só o fez quando todo o banco se levantou, médico incluído, mas nem sempre.
Fomos prejudicados técnica e disciplinarmente. Vou dar alguns exemplos, não todos os que aconteceram. No primeiro minuto Alberto atinge Trincão cortando uma jogada de ataque, mas nada aconteceu, como devia, disciplinarmente. Aos 45 minutos Moura comete grande penalidade que nem o árbitro, nem o VAR viram, como seria jogo se fosse assinalada e convertida. No minuto 51, William Gomes (deu muito trabalho a Mangas, tal como Alberto), o melhor jogador em campo e que seria suplente se Pepê não se tivesse lesionado, deveria ter sido amarelado por impedir o lançamento de linha lateral, com comportamento incorreto. Até ao primeiro golo do Porto tivemos 2 golos falhados pelo Pedro Gonçalves e um pelo Suárez. Depois de sofrer os 2 golos fizemos o suficiente para empatar. Julgo que o empate se ajustava ao que se passou e o Porto queimou tempo como uma equipa pequena. O Rui Borges podia ter mexido ao intervalo e se tivéssemos mais opções no banco poderia ter havido outro resultado. Quantos jogadores ainda vão chegar? E sair? Sobre saídas confesso que sou contra a saída de Harder, mas posso estar enganado. Contudo, conhecidos os números que a comunicação social tem anunciado não me parece bom para nós, do ponto de vista financeiro e desportivo. E ainda tenho de falar uma coisa que não percebo: como que é já temos tantos lesionados nesta época, 3 titulares, Diomande é fundamental na defesa, nomeadamente quando a solidez depende do físico. O Porto tem mais altura do que tinha e jogadores fisicamente possantes. Sem Diomande mantemos capacidade de passe e qualidade nas saídas de bola, mas nem isso sempre aconteceu neste clássico. Bragança e Nuno Santos (lesionados da época passada) era para já terem voltado. Alguém esclarece os sócios sobre a situação clínica dos nossos lesionados? Acho que merecemos. Apoio não tem faltado.
Debast abaixo do que é normal, falharam os dois centrais, salvo erro,15 passes de risco, no nosso meio-campo, e mostraram alguma dificuldade na saída de bola. Todavia, não podemos tirar mérito ao adversário. Fizemos muito menos faltas do que o Porto e deveríamos, apesar do risco, ter cortado algumas jogadas, segundo as estatísticas fizemos apenas 8. Já livres (15) e cantos (5) mantém-se a nossa tradicional falta de eficácia dos últimos anos.
Antes de entrar nas minhas 5 escolhas devo destacar 3 jogadores que ficaram de fora: Trincão menos ativo talvez pela marcação que lhe foi feita e pela "porrada" que levou no início do jogo, Conrad Harder que entrou a perder e sempre muito entregue ao jogo, apesar de estar de saída, e Kochorashvili, o nosso georgiano parece ter potencial para agarrar o lugar, assim tenha oportunidades e se consiga integrar na dinâmica da equipa. Se olharmos para a equipa B podemos dizer que há boa matéria-prima.
Apesar do que temos no plantel e olhando para as exibições recentes de Alberto Costa (Porto) e Leonardo Lelo (Braga) devemos perguntar por que razão não os víamos, eles estavam na primeira liga e a questão financeira não será a explicação.
Quanto a Rui Borges, apesar do que já disse sobre as substituições, considero que estamos em condições de continuar a dar o apoio e a manifestar a confiança no nosso treinador. Aliás, sem Gyökeres, temos demonstrado maior consistência durante mais tempo e não caímos na segunda parte. Reafirmo, com mais opções do que as que dispõe teria mais condições de nos dar mais alegrias.
Foi uma apreciação mais amarga do que é costume, mas detesto perder e, em casa com o Porto, ainda demora algum tempo a passar esta sensação.
Vamos lá às minhas 5 escolhas:
Luis Suárez, a par de Hjulmand, um dos melhores. Não marcou por pouco, mérito do adversário, mas continua a mostrar-se um lutador incansável. Deu muito trabalho ao Porto e fez-nos perceber a insistência da sua contratação. A mim já me convenceu, mas quero mais golos.
Pedro Gonçalves, depois dum grande jogo contra o Nacional, um jogo menos conseguido, apesar de poder ter sido novamente o herói, se tivesse marcado as oportunidades claras que teve, ainda assim, a entrar nos 5 melhores, para mim. Parece ainda estar limitado fisicamente, mas mantém a qualidade de passe e a apurada visão de jogo.
Morten Hjulmand, imprescindível na nossa equipa que as suas boas exibições já começam a ser normais. Pena que não tenha tentado mais o remate de fora da área. Ainda assim é sempre um dos melhores e também neste ficou claramente nos 5 melhores.
Gonçalo Inácio, o nosso central de pé esquerdo não fez a sua melhor exibição, mas considero que ficou dentro dos 5 melhores. Os adversários deram-lhe muito trabalho. Foi seu o passe para Mangas que deu origem ao nosso golo.
Geovany Quenda, muito melhor do que Catamo, neste e noutros jogos, começa a reclamar a titularidade. Espero que Rui Borges não continue teimoso, neste caso, apesar de não assistirmos aos treinos. O Sporting com ele meteu em sentido o adversário.
Vamos ter em casa o primeiro jogo para a Liga dos Campeões. Espero que entremos com o pé direito e se conquistem os 3 pontos. O mesmo deve acontecer em Famalicão, que tem uma boa equipa e onde costumamos ter dificuldades.
Força Sporting.