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Conversas Leoninas

Artigos de opinião sobre o Sporting CP e outros destaques, por Rui Pedro Barreiro.

Artigos de opinião sobre o Sporting CP e outros destaques, por Rui Pedro Barreiro.

As minhas 5 escolhas do Sporting 2024/2025

Avatar do autor Rui Pedro Barreiro, 31.05.25

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Uma época fora de série merece ser realçada. Vou fazer um exercício difícil, mas escolher é isso mesmo, deixamos sempre alguém de fora. Ser bicampeão é, para mim, algo extraordinário. Conseguir a dobradinha compensa tantos km feitos, mas torna-se gratificante e reforça o nosso Sportinguismo, se é que isso pode acontecer. Estive o ano passado no Jamor, não correu bem. Este ano voltei cheio de crença na vitória. Um jogo épico. Fabulosa época, sem dúvida. Quem foram os principais responsáveis desta imensa alegria? Vamos lá às minhas 5 escolhas e esperar os vossos comentários.

 Viktor Gyökeres, inevitavelmente deu um decisivo contributo para esta época de sonho. O nosso goleador foi fundamental no sucesso do Sporting. Lembro-me de ver a sua estreia, num amigável no Algarve, e ter comentado com quem me acompanhava que estávamos perante um jogador super útil para o nosso campeonato. Confesso que superou as minhas expectativas. O desempenho deste nosso jogador foi fundamental para tudo o que de bom nos aconteceu. Já está indelevelmente ligado à nossa história. Grande Gy]okeres!

Francisco Trincão, este nosso jogador esteve ligado a grandes momentos, mas principalmente a momentos decisivos. Com a lesão de Pedro Gonçalves tornou-se essencial no nosso onze e mostrou toda a sua capacidade, fazendo provavelmente a sua melhor época de sempre. Como jogador de equipa e como "artista da bola". Marcou, assistiu, conseguiu pontos importantes e fechou com uma bela obra de arte a época, no Jamor. Um jogador que nunca foi devidamente valorizado pelo selecionador Martinez, mas que felizmente foi decisivo para o Sporting, ao longo da época. Confesso o meu apreço. Grande Trincão.

Rui Silva, chegou no mercado de Inverno e foi fundamental para a consistência da equipa. Um verdadeiro guarda-redes de equipa grande. Foi campeão pela primeira vez, mas mereceu totalmente o título, transmitindo uma segurança na baliza que antes não existia. Percebemos todos a sua influência em campo e todos ganhámos com a sua chegada. Evitar golos é tão importante como marcá-los, daí o meu destaque nestas 5 escolhas. Grande guarda-redes, espero que continue a fazer-nos felizes e a ganhar títulos.

Rui Borges, o nosso treinador do bicampeonato e da dobradinha. Quando iniciou esta época estaria, certamente, muito longe de imaginar que iria ser campeão. A saída de RA do Sporting precipitou a sua chegada, após o despedimento de João Pereira. Conseguiu unir a equipa e perceber o que tinha que ser feito. Pode ainda não ter convencido toda a gente, mas já está na nossa história. Não foi feliz nas declarações sobre St. Juste e Harder, mas conseguiu ganhar os jogadores e o grupo. Humilde, realça sempre a equipa e o trabalho do colectivo. Ultrapassou a onda de lesões, conseguiu mostrar jovens jogadores e encontrar em Debast uma alternativa às dificuldades surgidas, nunca se queixou e sempre encontrou soluções. Enquanto Sportinguista só lhe posso estar grato e pedir-lhe que nos leve ao tri.

Frederico Varandas, o presidente mais titulado. Nos últimos 6 anos o Sporting foi 3 vezes campeão. Podemos sempre dizer que há demérito dos nossos adversários, que a introdução do VAR traz mais verdade desportiva, mas uma coisa é certa, o presidente do Sporting merece este destaque. Certamente cometeu erros, todavia teve o mérito de os corrigir com muito sucesso. Podemos também dizer que o contrato de Rúben Amorim e da sua equipa técnica deveria ter acautelado a cobiça, evitando saídas a meio da época, ou que a entrada de João Pereira foi um erro, contudo soube encontrar soluções a tempo e é isso que se pede a um dirigente. Confesso que não gostei do mercado de inverno, achei que não fizemos tudo o que poderíamos para dar mais opções a Rui Borges, mas no fim correu bem e os jovens da equipa B não só deram conta do recado como voltaram à segunda liga. Parabéns também ao nosso Presidente.

Venham lá mais títulos que nós agradecemos. Força Sporting

 

As minhas 5 escolhas da final da Taça de Portugal (Benfica 1/Sporting 3)

Avatar do autor Rui Pedro Barreiro, 26.05.25

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A final do Jamor é uma festa, mas começa a mostrar, ano após ano, que não tem as condições mínimas para receber os adeptos com a dignidade que uma final merece. Em Portugal os adeptos, em geral, não são muito bem tratados, antes, durante e depois dos jogos. Falo por experiência própria, de quem acompanha o Sporting,  a maioria das vezes fora das zonas VIP, e que sofre o que sofrem o comum dos adeptos.Se queremos melhorar o futebol português também por aqui há muito por fazer (acessos, transportes e estacionamento, entradas nos recintos, conforto, etc, etc...). Nesta final saímos com 7 horas de antecedência, chegados ao parque destinado aos adeptos do Sporting já não podemos entrar com a viatura por se encontrar esgotado. Depois de muitas perguntas um agente da autoridade aconselhou a procurar o Parque 2 destinado ao adversário, mas que seria um parque misto. Foi o que fizemos e após muito penar lá chegamos e conseguimos estacionar numa zona maioritariamente ocupada por adeptos do Benfica. Durante o almoço tivemos um são convívio, partilhamos comida e bebida, encontramos conhecidos e foi possível falar de futebol sem grandes fanatismos. Na deslocação do parque para o Estádio Nacional nem tudo correu bem, alguns insultos, algum arremesso de líquidos mais à mão, mas também algum fair-play e lá fomos para a nossa entrada com as habituais "revistas detalhadas", algumas excessivas, mas lá chegamos muito atempadamente ao nosso lugar. Há muito a melhorar, mas os que podem fazer alguma coisa são os que entram nas zonas VIP e não sofrem as agruras da maioria dos espectadores, pelo que a minha esperança não é muita.

Durante o jogo, a primeira hora não nos correu bem, eu diria mais, os primeiros 75 minutos correram de feição ao nosso adversário. Pareceu-me óbvio, que Catamo e Pedro Gonçalves "pediam" para sair, mas Rui Borges, na sua tradicional teimosia (não perdeu nenhum jogo nas competições nacionais) começou por fazer sair Debast e fez entrar Morita ( substituição que eu não entendi na altura em que foi feita e que me parecia a menos urgente, aos 58 minutos de jogo), quando eu queria em campo Harder e Quenda que só entraram aos 75 minutos. No global, as substituições acabaram por ser melhores para nós do que para o nosso adversário. Confesso que no golo do Benfica me pareceu ter havido falta que deveria ter invalidado o lance, mas dei o benefício ao árbitro e ao VAR. Depois de ver as imagens reforcei a minha convição mas dos especialistas que li e ouvi só um me deu razão. Felizmente, para a história do jogo, o árbitro e, especialmente, o VAR ( foi fundamental para anular o lance marcado de grande penalidade, por fora de jogo não assinalado pelo "fiscal de linha", a mim pareceu-me que o braço estava em posição natural e não deveria ter sido marcada a falta, tal como foi essencial no lance que anula o golo, por falta que o mesmo árbitro assistente e o árbitro não viram e que eu vi no local onde estava a ver o jogo) decidiram bem e anularam o que seria o segundo golo do nosso adversário. Durante o jogo não me apercebi do lance tão badalado e apontado como causa da derrota do nosso adversário, mas só quem não sabe ver o jogo com alguma isenção não aceita que os erros próprios permitiram o empate já no fim das compensações , justíssimas e até talvez curtas face às sucessivas quebras de jogo e assistências de jogadores numa tentativa pouco digna de queimar tempo, e o total domínio no prolongamento. Confesso que o resultado tinha sido apontado como possibilidade na longa viagem de casa até ao Estádio, mas que durante o jogo épico, tal parecia ser pouco provável. O empate deu uma injeção de confiança ao Sporting e retirou-a ao Benfica na mesma proporção. Rui Borges foi feliz e Bruno Lage acabou por não o ser. O futebol tem destas coisas. Gyökeres, Harder e Trincão mereceram marcar nesta festa por tudo o que fizeram ao longo da época, os três simbolizam bem esta extraordinária época desportiva da equipa de futebol sénior do Sporting, pelos golos que fizeram, pela entrega aos jogos e pela vontade de vencer.

Vmos às 5 escolhas:

Hjulmand, voltou a mostrar a sua importância no jogo. Com e sem bola mostrou a sua importância e o seu conhecimento do futebol e dos seus momentos. Não foi o jogador mais influente da equipa, mas esteve claramente nos 5 melhores do Sporting durante os mais de 120 minutos que durou esta final. Sempre disponível para a equipa, o nosso capitão é um jogador fundamental.

Rui Silva, por alguma razão o Goalpoint o considerou o MVP do jogo e o Sofascore deu-lhe a segunda melhor pontuação. Se o Benfica perdeu a Taça de Portugal, o nosso guardião deu um contributo decisivo em muitos momentos do jogo. Foi essencial para manter a equipa com possibilidades de discutir o resultado. São muitas vezes esquecidos porque não marcam golos, os guarda-redes evitam-nos e Rui Silva foi um dos heróis do Jamor.

Gyökeres, quando já alguns Sportinguistas desanimados começavam a sair dos seus lugares o nosso goleador reabriu as possibilidades da Taça de Portugal deste ano ir até Alvalade. Na sequência da assistência de Trincão, Renato Sanches derruba-o, sem tremer fez o que tão bem sabe e marcou mais um golo que é um verdadeiro exemplo de como se devem marcar grandes penalidades. Merece tudo o que de bom que lhe aconteça na sua carreira de futebolista e já tem o seu nome inscrito na história do Sporting.

Harder, um jogador que já conquistou a maioria dos adeptos do Sporting, pela sua entrega ao jogo, mostrando sempre a sua raça, é ainda um jovem em evolução, mas mostrou esta época que já é muito importante para a equipa, basta ver o número de golos e a sua importância no desfecho dos jogos. Esteve ligado a alguma "má comunicação" do nosso treinador que o apelidou de "trapalhão", mas mostrou que sabe cabeçear como mandam as regras e fez um golo decisivo, para além de ter dado energia à equipa. Para mim, treinador de bancada, entrou tarde, mas ainda a tempo de ficar ligado a esta conquista e a ser um dos melhores.

Trincão, um golo e duas assistências, que mais se pode dizer? Na verdade, muito do sucesso desta época deve-se ao talento de Francisco, um Sportinguista que é um talentoso jogador de futebol. O golo marcado que incluiu um toque de magia ao fazer o túnel a antónio Silva e a finalização à saída do guarda-redes adversário só mostrou a sua extraordinária capacidade técnica, mas durante o desafio ainda esteve ligado aos dois golos anteriores e o cruzamento para a cabeça de Harder é um exemplo de que parece simples jogar futebol, mas nem todos são capazes de o fazer. Um verdadeiro craque, só o Martinez é que tem andado distraído durante estas épocas em que tem brilhado no futebol português, vamos ver agora nos próximos jogos da seleção. 

Espero ainda voltar com o balanço da época, mas como devem calcular depois de um bicampeonato e uma dobradinha só posso estar satisfeito. Força Sporting.

As minhas 5 escolhas do Boavista 0 / Sporting 5

Avatar do autor Rui Pedro Barreiro, 29.04.25

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Num jogo para ganhar o Sporting não deu hipóteses. Poderia o resultado ter sido bem mais volumoso e o nosso goleador ficou aquém do que poderia, apesar dos 4 marcados. Um ambiente fantástico, com apoio constante e um golo marcado cedo mostraram a nossa fibra de campeão. No final da primeira parte e no início da segunda acabámos com a história do jogo. Confesso que gostaria de ser campeão na Luz, mas se pudesse ser antes, melhor, agora temos 3 jogos para ganhar e esse deve ser o objectivo de todos nós, Sportinguistas. No próximo domingo esgotar Alvalade e mostrar toda a nossa força e vontade, mas vamos lá às nossas 5 escolhas: 

Eduardo Quaresma, um senhor central que voltou ao onze e mostrou em campo a razão da escolha de Rui Borges. Fez 64 passes e errou 1, ganhou 12 de 18 duelos e foi o jogador com mais acções defensivas, 15, destacando-se os 5 desarmes, conforme destaca o Goalpoint. Uma sólida exibição de um jogador que eu muito aprecio. Que assim continue.

Maxi Araújo, mais um bom jogo do ala uruguaio. Tenho que dizer que é um jogador que merecia alguma desconfiança, mas contra factos não há argumentos. O Goalpoint diz que para além do golo marcado, fez uma assistência, ganhou 8 de 11 duelos individuais, realçando-se 6 desarmes. Esteve sempre em alta rotação, como disseram muitos no dia do jogo.

Zeno Debast, parece que não se dá muito por ele, mas que está lá, sempre ativo e sempre a dar soluções, demonstrando uma clara evolução da sua prestação como médio. Foi o melhor dos dois médios o que é um excelente elogio considerando a importância do seu colega do miolo. Está a tornar-se muito importante nesta fase final do campeonato. Ainda bem.

Francisco Trincão, mais uma boa exibição deste extraordinário jogador, fez duas assistências para golo, e esteve em quase todas as jogadas perigosas do Sporting. Um jogador que pensa e executa como poucos, apesar de ser um dos mais "espremidos" por Rui Borges, deu a Gyökeres, com as suas assistências, contributo de enorme qualidade para o somatório de golos. Um senhor jogador, dos mais importantes neste rumo para o bicampeonato.

Viktor Gyökeres, esgotados os adjectivos, resta dizer que é muita a diferença entre este extraordinário jogador e os outros, destroçou o Boavista e ainda permitiu duas grandes defesas ao guarda-redes adversário. Um pontapé de bicicleta e um remate de cabeça ao lado são mais dois exemplos, ou seja marcou 4 mas poderiam ter sido muitos mais. Uma exibição brilhante de um ilustre desconhecido quando chegou ao Sporting e hoje lidera a lista de melhores marcadores da europa!

As minhas 5 escolhas do Sporting 3/Famalicão 1

Avatar do autor Rui Pedro Barreiro, 16.03.25

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Mais uma final rumo ao bicampeonato. Todos sabemos que os jogos valem 3 pontos e que cada vez mais temos menos hipóteses de corrigir eventuais "tropeções". Os adeptos do Sporting fazem o que devem, comparecem no estádio e apoiam a equipa, como Rui Borges tem dito e sempre referindo a importância desse apoio. Apesar da chuva o Sporting entrou bem no jogo e o inevitável Gyökeres fabricou o primeiro golo concretizado por Fresneda. Melhor era impossível, mas apesar do golo marcado no primeiro minuto o Famalicão não se atemorizou e conseguiu, através de grande penalidade assinalada por falta de Diomande, empatar o jogo. Infelizmente, nem árbitro, nem VAR assinalaram uma grande penalidade evidente sobre Maxi Araújo (uma má prestação do nosso jogador que esteve demasiado tempo em campo, só saiu quando foi bem expulso por uma entrada violenta sobre o adversário, julgo que Rui Borges, apesar de não ter muitas opções no banco, deveria ter retirado o nosso jogador mais cedo) ainda não tinham chegado os 13 minutos, estando mais tarde ligado ao nosso segundo golo marcado por Gyökeres de grande penalidade. O jogo seria diferente, mas já estamos a ficar habituados. Na verdade quem tem Gyökeres arrisca-se a ganhar e o terceiro marcado por Catamo surgiu, uma vez mais, de uma bela iniciativa do nosso goleador, talvez o melhor avançado dos nossos últimos 30 anos. Voltamos a ter Biel no banco, o que demonstra que não foi a contratação que necessitávamos no mercado de inverno. Este bicampeonato significa muito para várias gerações de Sportinguistas e deixar  que a nossa luta "contra tudo e contra todos" fique também no fator sorte pode não chegar. Chegámos à pausa das seleções na frente e, espero eu e certamente todos os Sportinguistas, que assim aconteça no final do campeonato. Rui Silva, foi uma excelente contratação como se tem visto e voltou a mostrar neste jogo com o Famalicão a importância de ter um guardião que está lá quando é preciso. Não entra nas minhas 5 escolhas, mas se fossem 6 entrava de certeza. Se fossem 7 incluiria Catamo que marcou o terceiro golo.

Mas vamos às 5 escolhas: 

Viktor Gyokëres, o jogador mais influente do Sporting atual. Sendo um desporto coletivo, o futebol necessita de jogadores que fazem a diferença e ninguém tem dúvidas que com Gyökeres em forma a probabilidade de ganhar é muito grande, mesmo que muitas faltas e cartões fiquem por assinalar e por mostrar. Um verdadeiro craque. Neste jogo marcou um golo e fez as duas assistências para os golos.

Geovany Quenda, no primeiro jogo que fez depois de se saber que irá para o Chelsea deu um verdadeiro recital, à esquerda e à direita, está lá tudo, velocidade, técnica, um criador de oportunidades, nem sempre bem aproveitadas. Um perigo à solta que deve ter encantado os adeptos ingleses que ainda não o conheciam, ainda mandou uma bola ao poste. Estou curioso para ver o que fará Martinez com Quenda nestes dois jogos!

Francisco Trincão, digam o que disserem este jogador continua a deixar tudo em campo e apesar de se notar algum cansaço continua com uma entrega em todas as fases do jogo, percebendo-se bem porque razão Rui Borges não o faz descansar. Falhou o remate no golo concretizado por Fresneda.

Ivan Fresneda, um jogador que beneficiou da entrada de Rui Borges no comando do Sporting. De saída, dizia-se, as  2 alternativas falhadas do mercado de inverno fizeram dele um jogador que foi ganhando confiança com os jogos e está a crescer. Ainda precisa de melhorar alguns aspetos, mas mostra-se mesmo dentro da área e já leva 3 golos desde que começou a jogar com regularidade.

Zeno Debast, começou como central à direita e terminou no meio campo, mas foi sempre consistente. Mais um jogador bem trabalhado pela equipa técnica do Sporting e que mostra o acerto da sua contratação, que muitos consideraram cara. Também estou curioso para perceber onde irá jogar pela sua seleção.

Como todos os que passam os olhos pelo que escrevo sabem, não sou fã do atual selecionador nacional, mas estou curioso para ver as equipas que vai apresentar nesta dupla jornada, onde poupou alguns jogadores (nada de surpreendente) e onde convocou outros que poderia ter poupado. Confesso que o meu entusiasmo pela seleção esmoreceu com Martinez, mas o jogo em casa vai ser em Alvalade, voltaremos depois disso para gritar sempre,  Força Sporting!

 

 

As minhas 5 escolhas do Casa da Pia 1 / Sporting 3

Avatar do autor Rui Pedro Barreiro, 10.03.25

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Uma festa Sportinguista em Rio Maior. Os adeptos do Sporting são o seu maior capital e esgotaram a lotação do estádio municipal, trazendo o colorido naquela noite fria. A entrada não foi rápida e o jogo começou ainda com alguns espectadores a entrarem, mas nada de anormal. Muito se fala de melhorar o nosso campeonato, mas o conforto e o acesso aos estádios têm de ser revisto para que as famílias voltem cada vez mais aos nossos recintos desportivos. Voltando ao jogo, vimos um Sporting dominador, mas algo contido no jogo e muito dependente de Gyökeres, que mostrou, uma vez mais ser o nosso abono de família. Uma arbitragem que mostra amarelo a Gonçalo Inácio aos 6 minutos, mas não mantém o critério disciplinar rigoroso que utilizou para nós. Marcou uma grande penalidade por causa do VAR e deixou passar (o árbitro e o VAR) um empurrão claro de Fonte sobre Gyökeres que quase toda a gente viu e que só poderia ser grande penalidade aos 30 minutos de jogo. Confesso que não percebi a permanência durante tanto tempo em campo de Esgaio (só saiu aos 88 minutos) e a demora em fazer substituições que já se vislumbravam necessárias ao intervalo. Saíram aos 64 minutos Quenda e Hjulmand e entraram Catamo e Morita, aos 79 minutos saiu Matheus e entrou Maxi, aos 88 minutos sai Esgaio e Trincão e entram Felicíssimo e Harder. Colocar jogadores em campo aos 88 minutos só se pode entender como queimar tempo de jogo, isso não motiva quem entra nem protege quem está cansado. Confesso que gosto da postura positiva de Rui Borges e da forma como aborda as imensas dificuldades com que se depara, das lesões a uma fraca prestação no mercado de inverno (os laterais Lelo e Larrázabal do Casa Pia poderiam jogar no Sporting), mas a sua gestão do jogo começa a irritar-me. Não acompanho os treinos e não posso pôr em causa os onze escolhidos, mas as decisões, ou a ausência delas, durante os 90 minutos são também muito importantes para o resultado final e já tivemos vários amargos de boca que nos custaram pontos. Oxalá, tudo isso também melhore e o nosso caminho para o bicampeonato se consolide com boas decisões da equipa técnica e dos nossos melhores jogadores. 

Vamos às minhas 5 escolhas, muito influenciadas pelo jogo visto ao vivo no municipal de Rio Maior:

Viktor Gyökeres, o nosso goleador é fundamental para fazer feliz qualquer treinador e adepto, a potência, a velocidade, a força com que aborda os lances garante quase sempre o golo ou muito pânico nos adversários. Marcou mais dois e podia ter feito mais. Dá gosto ver este jogador com as nossas cores. Quando o vi pela primeira vez no Algarve percebi eu, e quase todos os que assistiram à sua estreia, que estava explicada a teimosia do nosso ex-treinador. Percebe-se a angústia dos nossos adversários. Continua assim Viktor, até a dar opinião quando no fim do jogo refere que "podíamos ter controlado melhor o jogo".

Gonçalo Inácio, foi fundamental na nossa vitória apesar de ter sido "amarelado" muito cedo. Não se deixou intimidar e marcou o primeiro golo num belo golpe de cabeça, na sequência de um bom cruzamento de Quenda. Esteve forte nos desarmes, não tão bem como nos habituou a construir com passes longos, mas cumpriu muito bem a sua missão, tal como já tinha feito com o Estoril.

Rui Silva, a nossa boa contratação no mercado de inverno. Sofreu um autogolo de Esgaio, mas evitou o empate numa extraordinária defesa. Faz o que se pede a um guarda-redes de equipa grande, seguro sempre que é necessário evitar o golo. Muito bem, tranquilo e com boa ligação com os colegas do setor.

Ivan Fresneda, já fez melhores jogos, até porque no capítulo do passe e mesmo nas oportunidades de remate não foi tão feliz como noutras ocasiões, mas mostrou boa condição física para fazer o corredor direito e ajudar Esgaio na sua missão defensiva. Muito bem aproveitado por Rui Borges, demonstra uma excelente frescura física, já o critiquei noutras ocasiões e hoje merece o destaque.

Zeno Debast, um lutador no meio-campo, não brilhou tanto no capítulo do passe, teve como companheiros no miolo Hjulmand e depois Morita, mas foi um dos responsáveis pelo menor rendimento da linha média adversária. Acabou como central para onde devia ter ido mais cedo face ao desenrolar do jogo. Um polivalente muito útil e bem desencantado pela equipa técnica do Sporting no momento das inúmeras lesões.

Agora temos um jogo em casa com o Famalicão, com mais um dia de descanso do que o nosso adversário. Mais um jogo que se antevê difícil, mas para ganhar rumo ao bicampeonato. Força Sporting

 

As minhas 5 escolhas do Sporting 3/Estoril 1

Avatar do autor Rui Pedro Barreiro, 04.03.25

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Uma segunda feira, véspera de Carnaval, com mais de 36 mil apoiantes em Alvalade, o Sporting procurava voltar às vitórias, mais uma vez com uma jovem equipa e um meio campo improvisado com Zeno Debast (21 anos) e Eduardo Felicíssimo (18 anos). Felizmente, apesar de uma arbitragem adversa, quer do ponto de vista disciplinar ( o pisão sofrido pelo nosso Eduardo Felicíssimo que deveria ter dado intervenção do VAR com consequente expulsão do jogador do Estoril é o expoente máximo, mas se fosse ao contrário não tenho dúvidas do que aconteceria ) quer do ponto de vista técnico, a primeira parte foi totalmente dominadora e chegámos ao intervalo a ganhar por 2 golos a zero (Gonçalo Inácio e Gyökeres), mas com pelo menos 3 golos falhados de forma incrível, ou seja, poderíamos ter saído para o descanso, totalmente "descansados". A segunda parte manteve a mesma toada dominadora, mas pouco produtiva, sendo que quase a chegar ao fim permitimos a chegada ao golo do Estoril marcado por um jogador formado no Sporting. Após intervenção do VAR lá foi marcada a grande penalidade que fixou o marcador e permitiu a Gyökeres bisar contra a equipa pela qual ainda nunca tinha marcado. Durante o jogo viu-se um Diomande (21 anos) preocupado em não fazer faltas para não ter qualquer sanção disciplinar e um Fresneda (20 anos) a mostrar que jogar dá mais confiança. Quenda (17anos) abaixo do que é costume e a mostrar que precisa de descansar. Mais uma estreia na equipa principal, desta vez José Silva (19 anos), eu que esperava a estreia de Manuel Mendonça, um médio de grande qualidade e que costuma ser o capitão da equipa B, mas ainda não foi desta. Henrique Arreiol (19 anos) também entrou bem no jogo. Confesso a minha apreensão pela demora de alguns jogadores na sua recuperação numa época em que o bicampeonato é um objectivo, especialmente Pedro Gonçalves, que saiu no início de novembro e em março ainda não voltou aos treinos.

Na minha modesta opinião Rui Borges armou bem a equipa e está a conseguir criar um bom espírito de grupo, mas demorou demasiado tempo a mexer na equipa, face ao desgaste de Trincão e Quenda, por exemplo. Não se entende a ausência do único reforço de Inverno para o ataque. Um reforço tem de ser um jogador que vem para ser títular, mas não parece ser o caso. Oxalá eu esteja enganado.

Alguém falou em vitamina G, de Gonçalo e Gyökeres, mas poderia ser vitamina D de Diomande e Debast (que grande jogo) ou E de Esgaio (um dos melhores jogos que lhe vi) e de Eduardo Felicíssimo. Um verdadeiro complexo vitamínico que deu uma vitória totalmente merecida e que só pecou por escassa. Vamos às minhas 5 escolhas:

Zeno Debast, um grande jogo deste central adaptado a médio, duas assistências para golo e a demonstração que a sua compra foi acertada. Muito acerto nos duelos defensivos e a dizer que a equipa pode continuar a contar com ele a jogar como médio defensivo pois a sua qualidade demonstrada em campo justifica esta opção que começou por ser um recurso.

Gonçalo Inácio, mais um golo que abriu o marcador em Alvalade, mais uma bela exibição a defender e a sair a jogar com muita qualidade, sendo muito importante na boa construção de jogo do Sporting. Percebe-se bem a razão da sua "cobiça" por alguns clubes de topo da Europa.

Ricardo Esgaio, confesso que não esperava este jogo e quando vi a constituição da equipa usei alguns adjetivos menos agradáveis pela escolha de Rui Borges. Felizmente, o Ricardo mostrou muita entrega ao jogo, mesmo que não seja brilhante e nem sempre decidir bem, esteve acima da média e merece constar nestas minhas 5 escolhas, mesmo sabendo que pode ser uma escolha polémica.

Eduardo Felicíssimo, fez a sua estreia a titular e fica aqui a minha homenagem aos jovens que pelas vicissitudes dos principais jogadores são chamados a dar o seu contributo e fazem-no com muita entrega e qualidade. Viu um cartão amarelo aos 33 minutos em mais uma decisão "rigorosa" que o árbitro só aplicou ao Sporting, mas não se deixou condicionar e foi melhorando com o tempo.

Viktor Gyökeres, mais dois golos (e podia ter marcado mais) no seu pecúlio e mais uma boa exibição, mostrando a razão da sua importância nesta equipa do Sporting. 25 golos nesta Liga e 37 nesta época. Ajuda muito ter um jogador destes e percebo bem o que os adversários dizem deste grande jogador e a "inveja" sentida.

O próximo jogo será em Rio Maior, com o Casa Pia. Sportinguistas não faltarão no apoio à equipa. Força Sporting.

 

As minhas 5 escolhas do Aves 2/Sporting 2

Avatar do autor Rui Pedro Barreiro, 24.02.25

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Mais uma das chamadas finais até ao objetivo de voltar a ser campeão. Esperava-se um Sporting dominador e isso assim aconteceu com Gyökeres a mostrar-se recuperado e Trincão em grande. Mostrou-se acertada a decisão de Rui Borges em deixar em Portugal estes nossos dois jogadores quando nos deslocámos a Dortmund. O primeiro golo surgiu de cabeça por Diomande, na sequência do livre superiormente batido por Trincão. O golo foi inicialmente invalidado por fora de jogo, mas o VAR estava atento e validou bem o primeiro golo do Sporting. O segundo golo do Sporting foi uma verdadeira "obra de arte", um verdadeiro hino ao futebol coletivo que envolveu Maxi Araújo, Francisco Trincão e Viktor Gyökeres, que voltou aos golos. Uma primeira parte em que a equipa leonina foi claramente superior. Infelizmente, na segunda parte, quando o adversário nada tinha feito para conseguir modificar o resultado, o Sporting, por Diomande, resolveu oferecer uma oportunidade ao adversário, fazendo uma grande penalidade, ao agarrar e não só, o adversário dentro da área e dando oportunidade ao VAR de voltar a intervir. Depois do golo sofrido, o Sporting não foi capaz de mostrar a sua superioridade e não só não conseguiu criar perigo e marcar como perdeu Diomande pela exibição de um segundo amarelo através do VAR, sim leu bem, o VAR chamou o árbitro, provavelmente para que este desse o vermelho direto, pois só assim respeitaria o dito "protocolo", o árbitro aplicou apenas amarelo que era o segundo depois da grande penalidade. Esta  lamentável prestação do nosso jogador permitiu o crescimento do Aves e já no último minuto dos descontos chega o empate num remate de fora da área, numa jogada que uma equipa que quer voltar a ser campeã não pode consentir. Temos que o dizer, olhando para o banco de suplentes e mesmo para alguns jogadores em campo (Esgaio fez de médio depois da saída de Alexandre Brito), o nosso mercado de Inverno não foi acautelado para quem tem esta possibilidade de ser campeão, neste caso bi-campeão. Parece que deixamos à sorte essa possibilidade, não nos empenhámos como devíamos para dar ao nosso treinador opções de qualidade, lamento mas tenho que o dizer. Relativamente à época passada perdemos Seba Coates e Paulinho e com as lesões de jogadores nucleares como Pedro Gonçalves (nem refiro outros, que são do conhecimento público), era obrigação da SAD Sportinguista fazer esse esforço financeiro para contratar jogadores que entrassem no onze. Contratámos Biel e Rui Silva. Se o guarda-redes é uma mais valia, a de Biel não se entende nem pelos valores nem pela sua prestação até agora. Sabemos que quem vem de fora tem que se adaptar, mas a mim não me parece que seja essa mais valia para reforçar o Sporting. Na Alemanha, Afonso Moreira teve melhor prestação que Biel e neste jogo com o Aves nem saiu do banco. Em resumo, mesmo que Rui Borges possa errar nalguns aspectos, não é ele o principal responsável por esta onda de resultados menos positivos, que fique claro. Olhando para as receitas do Sporting não se entende a explicação dada para o mau mercado de Inverno. Gostaria que fossemos capazes de garantir uma época desportiva cheia de sucesso,mas parece que os astros se alinham no sentido de que seja outro o campeão. Também tenho muita dificuldade em entender o silêncio da direção do Sporting sobre erros sucessivos de arbitragem. Lembro o jogo em casa com o Santa Clara, ainda com João Pereira, em que fomos claramente prejudicados e a postura de quem nos tem que defender foi o silêncio total. Depois desse jogo houve outros em que fomos prejudicados e noutros campos os nossos diretos adversários beneficiados. Só agora houve uma entrevista, mas que ficou muito aquém do que eu gostaria que fosse dito e mostrado. Uma imagem vale mais do que mil palavras. Acredito que ainda é possível ser campeão e tudo farei para que isso possa acontecer. Lá estarei a cumprir o meu dever a apoiar a nossa equipa.

Eduardo Felicíssimo entrou e fez a sua estreia. Também gostava de ver Manuel Mendonça, um médio que muito aprecio, mas deve ser para breve considerando o"estaleiro" existente.

Hoje a crónica vai longa por isso apenas vou listar os 5 escolhidos com uma pequena nota adicional.

Francisco Trincão, ligado aos dois golos e a alguns dos bons momentos do nosso jogo. Viktor Gyökeres, marcou um e felizmente mostrou que está a voltar aos bons momentos. Com estes critérios que o VAR de ontem mostrou vai " expulsar" muitos adversários e dar origem a muitas grandes penalidades a nosso favor. Maxi Araújo, a crescer e a mostrar que é um jogador raçudo como nós gostamos, fez um excelente jogo. Eduardo Quaresma, voltou a fazer um bom jogo e não entendi a sua saída, mas o nosso treinador informou no final que o retirou por precaução, logo tenho que lamentar mais um lesionado, breve, espero. Alexandre Brito, nem parecia que se estava a fazer o seu primeiro jogo a títular na equipa principal, globalmente muito bem, tem futuro este jovem jogador e merece este meu singelo destaque.

Esta semana temos o Gil Vicente para a Taça. Oxalá tudo corra bem. As vitórias são essenciais para a recuperação anímica e para que possámos encarar  de forma risonha o futuro no campeonato. Força Sporting.